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InfoGripe registra queda de casos da influenza A no Nordeste

O novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz nesta quinta-feira (9), revela um panorama heterogêneo da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil. A princípio, o estudo revela Embora haja sinais de trégua em parte do Nordeste. ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
10 de abril de 2026 - às 07:26
Atualizado 10 de abril de 2026 - às 07:26
3 min de leitura

O novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz nesta quinta-feira (9), revela um panorama heterogêneo da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil. A princípio, o estudo revela Embora haja sinais de trégua em parte do Nordeste. Contudo, aponta o avanço consistente da influenza A nas regiões Centro-Sul mantém o país em estado de alerta.

De acordo com o levantamento, 18 unidades da federação e o Distrito Federal permanecem em níveis de alerta, risco ou alto risco para a doença. Desses, 13 apresentam tendência clara de crescimento nas últimas semanas, acendendo um sinal de cautela para as autoridades de saúde.

Nordeste tem cenário de desaceleração das síndromes respiratórias

Ao mesmo tempo, a influenza A começa a perder força em parte do Norte e do Nordeste, com queda ou desaceleração dos casos graves. Apesar disso, os níveis de incidência seguem elevados nessas regiões, o que mantém o sinal de atenção.

Estados como Acre, Pará, Maranhão, Bahia e Rio Grande do Norte continuam entre os que registram incidência relevante da doença. Em alguns deles, a tendência recente ainda é de crescimento, o que indica que o cenário segue instável e exige monitoramento contínuo.

Centro-Sul registra avanço consistente da influenza A

Enquanto isso, as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul apresentam aumento consistente de SRAG associada à influenza A. Estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão entre os que mostram avanço expressivo nas últimas semanas.

O crescimento nessa parcela do país acende um alerta epidemiológico, especialmente para a população idosa e para pessoas com comorbidades, grupos mais vulneráveis às formas graves da infecção.

Rinovírus lidera casos; influenza A é a principal causa de mortes

Nas últimas quatro semanas, o rinovírus foi o principal responsável pelos casos positivos de infecções respiratórias, com cerca de 40% dos registros. Em seguida aparecem influenza A (30,7%), vírus sincicial respiratório (19,9%) e Covid-19 (6,2%).

Já entre os óbitos, o cenário muda radicalmente: a influenza A responde pela maior parcela (40,5%), seguida pelo rinovírus (27,3%) e pela Covid-19 (25%). Isso demonstra o potencial letal da gripe A quando comparada a outros vírus circulantes.

IndicadorRinovírusInfluenza AVSR*Covid-19
Casos positivos (últimas 4 semanas)40,0%30,7%19,9%6,2%
Óbitos (últimas 4 semanas)27,3%40,5%Dados não informados25,0%

*VSR: Vírus Sincicial Respiratório

Números gerais e grupos mais afetados

Desde o início do ano, o Brasil já registrou 31.768 casos de SRAG. Desses, cerca de 13 mil tiveram confirmação laboratorial para vírus respiratórios. A doença, que começa com sintomas gripais como febre, tosse e coriza, pode evoluir para dificuldade respiratória grave, exigindo hospitalização.

A incidência de SRAG é mais alta entre crianças pequenas, principalmente devido ao VSR e ao rinovírus. Já a mortalidade é maior entre idosos, com destaque para influenza A e Covid-19.

Recomendações

Especialistas reforçam a importância da vacinação contra a gripe e da manutenção de medidas não farmacológicas, como etiqueta respiratória (cobrir tosse e espirros com o braço), higienização frequente das mãos e uso de máscaras em ambientes fechados com aglomeração, especialmente para grupos de risco.

A Fiocruz segue monitorando os dados e recomenda que serviços de saúde mantenham capacidade de resposta para possíveis aumentos de demanda nas próximas semanas.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.