Os números não mentem: o Nordeste continua a ser um dos polos populacionais mais dinâmicos do Brasil. De acordo com as Estimativas da População divulgadas pelo IBGE nesta quarta-feira (28), as nove capitais da região somam, juntas, 12.033.736 habitantes em 2025. Um marco significativo que reflete tanto o crescimento econômico quanto os desafios urbanos dessa parcela do país.
Apesar do total expressivo, os dados revelam nuances importantes. Enquanto o Brasil atingiu 213,4 milhões de habitantes – com um crescimento de 0,39% em relação a 2024 –, algumas capitais nordestinas registraram queda populacional. Ao mesmo tempo, Salvador (BA) e Natal (RN) lideram esse movimento, com taxas geométricas de crescimento (TGC) negativas de -0,18% e -0,14%, respectivamente.
Ranking populacional das capitais nordestinas
O levantamento detalhado mostra Fortaleza mantendo a dianteira regional, com 2.578.483 habitantes e crescimento positivo (+0,16%). Salvador, though ainda a segunda maior, perde espaço (2.564.204 hab.; -0,18%). Destaque positivo para João Pessoa (PB), que registrou a maior alta percentual entre as capitais do Nordeste: +1,01%, atingindo 897.633 habitantes.
Posição | UF | Cidade | População (2025) | Variação |
---|---|---|---|---|
4º | CE | Fortaleza | 2.578.483 | +0,16% |
5º | BA | Salvador | 2.564.204 | -0,18% |
9º | PE | Recife | 1.588.376 | +0,04% |
13º | MA | São Luís | 1.089.215 | +0,11% |
14º | AL | Maceió | 994.952 | +0,05% |
16º | PI | Teresina | 905.692 | +0,34% |
17º | PB | João Pessoa | 897.633 | +1,01% |
18º | RN | Natal | 784.249 | -0,14% |
20º | SE | Aracaju | 630.932 | +0,33% |
Sul e Nordeste concentram queda da população
A princípio, em nível nacional, chama a atenção o percentual de municípios com redução populacional. Sul (41,6%) e Nordeste (39,2%) são as regiões com maior proporção de cidades em declínio demográfico. Esse fenômeno está associado a fatores como migração interna, envelhecimento da população e busca por oportunidades em polos econômicos mais diversificados.

O que isso significa para o Nordeste?
Os números reforçam a necessidade de políticas públicas adaptadas às realidades locais. Enquanto capitais como João Pessoa e Teresina crescem acima da média nacional, outras precisam reverter tendências de esvaziamento. O planejamento urbano, a geração de emprego e a atração de investimentos serão cruciais para equilibrar esse cenário.
O Nordeste, com sua força cultural e potencial econômico, segue em transformação. E os dados do IBGE são um termômetro essencial para entender rumos e desafios dessa região tão vital para o Brasil.