No último sábado (5), o coração da capital francesa pulsou ao som do Recife quando a Orquestra Popular do Recife, regida pelo maestro Ademir Araújo, levou o frevo para as imediações do Louvre, o maior museu do mundo e o mais visitado. A apresentação marcou o encerramento do festival Cinéma Paradiso Louvre e antecedeu a estreia internacional do novo filme de Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto.
Uma Surpresa que encantou o maior museu do mundo
A ação, promovida pela Prefeitura do Recife, começou com uma clarinada que chamou a atenção dos espectadores. Ao mesmo tempo, os poucos, os acordes de metais e pandeiros tomaram conta do espaço, enquanto a orquestra desfilava entre os 2,5 mil presentes, tocando clássicos como:
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“Três da Tarde” (Lídio Francisco e Lídio Macacão)
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“Relembrando o Norte” (Severino Araújo)
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“Vassourinhas” (Joana Batista e Matias da Rocha)
Assim, os Guerreiros do Passo, grupo de dança que acompanhou a apresentação, deram um show à parte, transformando o local em um verdadeiro cortejo de Carnaval.
Cantores Pernambucanos Brilham no Palco Mundial
No palco montado em frente ao Louvre, os cantores Almério e Flaira Ferro representaram a nova geração da música pernambucana com um repertório que mesclou tradição e modernidade:
Música | Compositor | Destaque |
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Bom Demais | J. Michiles | Energia contagiante |
Frevo Mulher | Zé Ramalho | Homenagem à força feminina |
Voltei Recife | Luiz Bandeira | Saudade e pertencimento |
Pagode Russo | Luiz Gonzaga | Mistura de ritmos |
O encerramento foi emocionante, com “Ciranda de Malungo” (Otto), simbolizando a fusão entre raízes culturais e contemporaneidade.
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Cinema Pernambucano em Destaque
Antes da exibição de O Agente Secreto, o público recebeu sombrinhas de frevo e leques com a frase:
“Luz, Câmera, Frevo – Recife, a cidade do Agente Secreto”
O gesto reforçou a conexão entre o filme e a identidade cultural da capital pernambucana, que se fez presente não só na tela, mas também no ritmo, na dança e no afeto.
Recife no maior museu do mundo
Dessa forma, o evento mostrou que a cultura nordestina tem potencial universal, encantando até mesmo um público acostumado às grandiosidades artísticas de Paris no maior museu do mundo. Para o Recife, foi uma noite de celebração, orgulho e projeção internacional.
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