A Região Nordeste do Brasil estará em destaque na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que começa nesta segunda-feira (10) em Belém, no Pará. Os estados da região levarão à conferência seus programas estaduais de enfrentamento das mudanças climáticas, bem como participarão de uma ação conjunta por meio do Consórcio Nordeste — que representa os nove estados nordestinos.

Entenda a participação dos estados e seus programas
- O Consórcio Nordeste apresentará na COP30 o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE), documento que reúne estratégias da região para a transição para uma economia de baixo carbono, valorização de biomas como a Caatinga e justiça social.
- O estado do Ceará levará cinco projetos que integrarão este plano e serão apresentados durante a conferência.
- O estado do Maranhão anunciou que apresentará, durante a COP30, os seus programas inovadores “Terra para Elas” e “Floresta Viva Maranhão”, iniciativas voltadas para preservação ambiental e inclusão social.
Ao mesmo tempo, os nove estados do Nordeste — por meio do Consórcio Nordeste — estarão presentes no evento com iniciativas próprias e articuladas regionalmente. São eles:
| Estado | Programa / destaque anunciado |
|---|---|
| Alagoas | Integrado no Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE) e demais ações do consórcio. |
| Bahia | Participação no plano regional do Nordeste para economia verde e bioeconomia da Caatinga. |
| Ceará | Apresentará cinco projetos estaduais junto ao plano do Nordeste, como o “Programa Agente Jovem Ambiental” e “Auxílio Catador”. |
| Maranhão | Levará programas como “Floresta Viva”, “Terras para Elas” e iniciativas de bioeconomia e restauração florestal. |
| Paraíba | Integrada ao plano regional, com destaque para soluções no semiárido e bioma Caatinga. |
| Pernambuco | Inserida no plano do Nordeste que visa economia de baixo carbono, transição energética e desenvolvimento territorial. |
| Piauí | Foi apontado como estado com painel próprio aprovado para a COP30, apresentando Plano Estadual de Ação Climática, transição energética e programa REDD+. |
| Rio Grande do Norte | Participa como parte da pauta regional, com foco em energia renovável, hidrogênio verde e inclusão social no semiárido. |
| Sergipe | Integrado ao consórcio, com participação na agenda climática nordestina e aportes nas zonas Azul/Verde da COP. |
O que isso significa para o Nordeste
A princípio, com essa articulação, a Região Nordeste assume papel de protagonismo no debate climático global. A participação conjunta e estatal evidencia que não apenas querem apontar vulnerabilidades, mas apresentar soluções concretas. O plano regional e os programas estaduais mostram que os estados nordestinos estão prontos para contribuir com:
- Transição energética, com expansão de renováveis
- Valorização de biomas únicos
- Desenvolvimento sustentável e inclusão social
- Governança colaborativa entre estado, sociedade e mercado
Programação relevante na COP30
- No dia 11 de novembro será lançado o Espaço “Brasil Nordeste” na Zona Verde (Green Zone) da COP30, destinado a disseminar os projetos regionais de sustentabilidade.
- Também no dia 11 será apresentado o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica na Zona Azul (Blue Zone).
- Os painéis e eventos em que os estados participam terão transmissão e cobertura para que a sociedade acompanhe o protagonismo da região no evento climático.
- Estados do Nordeste participantes com programas na COP30
Assim, a presença articulada dos nove estados nordestinos na COP30 demonstra que a região não se limita mais à condição de vulnerável às mudanças climáticas — ela se coloca como protagonista de soluções. Dessa forma, o lançamento do Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE) amplia esse protagonismo, reunindo políticas públicas, ciência, comunidades tradicionais e setor produtivo para promover uma economia verde, de baixo carbono e com justiça social.
Portanto, com suas potencialidades em energia solar e eólica, o bioma Caatinga, e programas voltados à adaptação e mitigação, o Nordeste leva à conferência uma voz unificada que coloca o semiárido e as regiões costeiras como ativos estratégicos para a agenda global de clima — e não apenas como territórios de risco. Afinal, a COP30, assim, se transforma em palco para que a região apresente soluções reais, inovação e inclusão ao mundo.
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