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Política

Entenda as propostas para dar fim à escala 6×1

A proposta do fim da escala 6x1 já tramita na Câmara Federal e vai beneficiar milhões de trabalhadores.
Eliseu Lins, da Agência NE9
10 de fevereiro de 2026 - às 08:04
Atualizado 10 de fevereiro de 2026 - às 08:04
3 min de leitura

Uma mudança importante que pode beneficiar milhões de trabalhadores brasileiros começou a tramitar na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, Hugo Motta, enviou para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas que têm um objetivo em comum: acabar com a escala de trabalho 6×1 e reduzir a jornada semanal.

A princípio, isso significa que milhões de pessoas que hoje trabalham seis dias seguidos para ter apenas um de descanso podem, no futuro, ter uma rotina mais equilibrada entre trabalho e vida pessoal.

O Que Dizem as Propostas do fim da escala 6×1?

Ao mesmo tempo, as ideias partiram de dois deputados que buscam mudar a Constituição por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PEC). Em suma, ambas focam em estabelecer um novo limite para a jornada de trabalho.

Para entender as diferenças principais, veja a tabela abaixo:

Quem PropôsO Que a Proposta Propõe?Jornada SemanalDias de Trabalho na Semana
Deputada Erika Hilton (PSOL-SP)A duração normal do trabalho não pode passar de 8h por dia e 36h por semana. Propõe uma jornada de 4 dias na semana. Permite ajustes por acordo coletivo.36 horas4 dias (modelo sugerido)
Deputado Reginaldo Lopes (PT-MG)A duração normal do trabalho não pode passar de 8h por dia e 36h por semana. Permite ajustes e reduções por acordo coletivo.36 horasNão especifica (foca no limite semanal)

A principal diferença é que a proposta da deputada Erika Hilton menciona explicitamente a semana de 4 dias de trabalho como uma possibilidade dentro do limite de 36 horas. Já a do deputado Reginaldo Lopes estabelece o limite. Contudo, deixa o formato (quantos dias por semana) mais aberto para definição por acordos entre patrões e empregados.

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A proposta do fim da escala 6×1 já tramita na Câmara Federal foto reprodução

E agora, como fica?

As propostas estão apenas no início de uma longa caminhada. O próximo passo é a análise na CCJ, onde deputados vão verificar se as ideias respeitam as regras constitucionais.

Se obtiverem aprovação, seguirão para uma comissão especial que vai debater profundamente o mérito da mudança. Só depois, e se passar por essa fase, a PEC irá para discussão e votação por todos os deputados no plenário. Para ser aprovada, precisa de um apoio muito grande: 308 votos favoráveis, em duas votações diferentes.

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Por que isso está acontecendo agora?

Assim, o tema é popular e mobiliza sindicatos e parte dos parlamentares, que defendem mais qualidade de vida para o trabalhador. Por outro lado, setores empresariais têm resistência, preocupados com possíveis aumentos de custos e impactos na produtividade.

Portanto, a discussão avança num momento político importante, perto das eleições de 2026, quando temas que afetam diretamente a população costumam ganhar mais destaque.

Fique de olho! Esta pode ser uma das mudanças mais significativas nas leis trabalhistas dos últimos anos, com impacto direto no dia a dia de quem depende de um emprego com carteira assinada. O debate acaba de começar.

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Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.