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Empresas que prestam serviços a turistas terão novas regras

Quem já viajou para algum lugar turístico conhece bem aquelas empresas que cuidam de tudo: recebem no aeroporto, levam para os passeios, indicam os melhores lugares e ajudam o turista a aproveitar ao máximo a ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
26 de fevereiro de 2026 - às 08:32
Atualizado 26 de fevereiro de 2026 - às 08:32
4 min de leitura
Visita guiada ao centro histórico de São Luis _Foto_Marcos_Rocha

Quem já viajou para algum lugar turístico conhece bem aquelas empresas que cuidam de tudo: recebem no aeroporto, levam para os passeios, indicam os melhores lugares e ajudam o turista a aproveitar ao máximo a viagem. Pois essas empresas de turismo vão ganhar um novo nome e, com ele, mais segurança para trabalhar.

O Senado aprovou nesta quarta-feira (25) um projeto de lei (o PL 4.099/2023) que traz novas regras a essas empresas. Contudo, a proposta ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados, mas já é um passo importante.

O que muda na prática?

Hoje, essas empresas são chamadas de “empresas de turismo receptivo”. Com a nova lei, passam a se chamar “agências de turismo receptivo”.

Pode parecer só uma troca de palavras, mas faz toda a diferença. A relatora do projeto, senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), explicou que o termo “agência” reflete melhor tudo o que essas empresas realmente fazem. E não é pouco não!

O que faz uma agência de turismo receptivo?

Em suma, essas empresas são responsáveis por cuidar do turista no destino. Ou seja, depois que você já chegou na cidade, é com elas que você vai lidar. Os serviços incluem:

ServiçoO que é
Recepção e acolhimentoReceber o turista no aeroporto, rodoviária ou hotel, dar as boas-vindas e orientar
Traslado e transporte localLevar e buscar o turista nos lugares, como aeroporto-hotel-passeios
Roteiros e passeiosCriar, vender e guiar os passeios pelos pontos turísticos
Assistência ao turistaAcompanhar, orientar e ajudar durante toda a estadia

Ou seja, são essas empresas que fazem a mágica acontecer e transformam uma viagem comum em uma experiência inesquecível.

Por que isso é importante?

A senadora Ana Paula Lobato explicou que a mudança dá segurança jurídica para essas empresas. Isso significa que elas passam a ter um reconhecimento oficial, com direitos e deveres mais claros.

Ela destacou que essas empresas são, na maioria das vezes, negócios locais. Estão nas cidades turísticas, são geridas por pessoas da região e empregam gente da comunidade.

“São empresas de base local, gerando empregos diretos e indiretos na ponta, contratando guias locais, motoristas, e firmando parcerias com hotéis, restaurantes e artesãos da região”, afirmou a senadora.

Quem ganha com isso?

Todo mundo ganha! Olha só:

Quem ganhaPor quê
As agênciasGanham reconhecimento oficial e segurança para trabalhar
Os turistasTêm serviços mais organizados e profissionais qualificados
A comunidade localO dinheiro do turismo fica na região, gerando emprego e renda
O BrasilMelhora a imagem do país como destino turístico organizado
Grupo no city tour em Recife_Divulgação Luck Receptivo

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A senadora resumiu bem: a medida é simples, mas tem efeitos positivos profundos, beneficiando desde o pequeno empreendedor local até a imagem do Brasil lá fora.

E agora?

O projeto já teve aprovação no Senado e agora segue para análise na Câmara dos Deputados. Se for aprovado lá, vira lei e passa a valer em todo o país.

É mais um passo para organizar e fortalecer o turismo no Brasil, que é uma das atividades que mais geram emprego e renda, especialmente em cidades pequenas e médias que vivem da visita de turistas.

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Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.