A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) autorizou o início da operação em fase de testes do Complexo Fotovoltaico Arapuá, localizado no município de Jaguaruana, no Vale do Jaguaribe, interior do Ceará.
A princípio, o empreendimento, desenvolvido pela Kroma Energia, recebeu investimento da ordem de R$ 800 milhões e possui 248 MWp de potência instalada, consolidando o Nordeste como uma das principais regiões produtoras de energia solar do Brasil.
A autorização, liberada nesta semana, marca a conclusão das obras civis e eletromecânicas e permite a etapa de energização e verificação operacional das quatro usinas solares que compõem o complexo, antes do início da operação comercial definitiva.
Com a entrada em testes do Arapuá, a Kroma Energia alcança o marco de 500 MWp em ativos de geração solar, somando projetos em operação, em fase final de implantação e em construção, reforçando sua posição no mercado de geração centralizada no país.

Cenário de consolidação do setor
As obras do Complexo Arapuá foram executadas pela WEG, parceira da Kroma, e concluídas dentro do cronograma previsto, mesmo em um contexto de maior seletividade no mercado de energia renovável.
Segundo o CEO do Grupo Kroma, Rodrigo Mello, a conclusão do projeto demonstra a capacidade da empresa de estruturar empreendimentos de grande porte com disciplina financeira e eficiência operacional.
“O setor vive um momento de maior racionalidade e consolidação. Isso exige planejamento, engenharia bem executada e projetos sólidos. A entrega de Arapuá dentro do prazo comprova que bons ativos continuam atraindo investimentos e avançando”, afirmou.
De acordo com a companhia, o projeto contou com atuação integrada das áreas de Desenvolvimento, Engenharia, Obras e Diretoria Executiva, fator considerado decisivo para a conclusão no prazo.
Complexo Arapuá: capacidade, produção e impacto local
O Complexo Fotovoltaico Arapuá possui:
- Potência instalada: 248 MWp
- Produção estimada: 537 GWh por ano
- Equivalente ao consumo de: mais de 290 mil residências
- Número de módulos solares: 388.800 painéis
- Área ocupada: 1.094 hectares (cerca de 644 campos de futebol)
As obras foram concluídas em novembro de 2025 e, durante a fase de implantação, o projeto gerou mais de mil empregos diretos e indiretos, movimentando a economia de Jaguaruana e municípios do entorno, com impacto positivo sobre serviços, comércio e cadeia de fornecedores locais.
Além do benefício econômico, o complexo contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e para o fortalecimento da matriz elétrica limpa, alinhada às metas brasileiras de transição energética.
Expansão da geração solar em Pernambuco também integra estratégia da Kroma
Além do investimento no Ceará, a Kroma Energia vem ampliando sua atuação em Pernambuco, outro polo estratégico de geração solar no Nordeste.
Complexo Solar São Pedro e Paulo — Flores (PE)
| Indicador | Dados |
|---|---|
| Capacidade instalada | 101 MWp |
| Investimento | R$ 355 milhões |
| Financiamento BNB | R$ 218 milhões |
| Situação | Em operação |
| Modelo | Parceria Público-Privada com a Compesa |
Parte da energia gerada é destinada ao abastecimento de unidades da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), dentro de uma PPP de energia. Em 2025, a Kroma passou a deter 100% do controle do complexo, assumindo integralmente a geração e a comercialização da energia produzida.
Complexo Solar Colinas — Garanhuns (PE)
| Indicador | Dados |
|---|---|
| Capacidade prevista | 130 MWp |
| Investimento | R$ 420 milhões |
| Situação | Em construção |
| Programa | Garanhuns Solar / PPP com a Compesa |
O projeto integra a segunda etapa da parceria com a Compesa e amplia a presença da geração solar de grande escala no Agreste pernambucano.
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Nordeste se consolida como eixo estratégico da transição energética no Brasil
A entrada em testes do Complexo Arapuá reforça o papel do Nordeste como protagonista da transição energética brasileira, reunindo condições climáticas favoráveis, disponibilidade de áreas e crescente interesse de investidores nacionais e internacionais.
Com projetos em diferentes estados e investimentos bilionários em infraestrutura limpa, a região amplia sua participação na matriz elétrica nacional e se consolida como polo de:
- geração de energia renovável,
- atração de capital produtivo,
- geração de empregos verdes,
- e desenvolvimento regional sustentável.
Portanto, a expectativa da Kroma Energia é que a operação comercial do Complexo Arapuá ocorra após a conclusão da fase de testes e dos procedimentos regulatórios junto ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).


