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Cientistas criam milho roxo para aguentar calor do Nordeste

A ciência avança no campo da agricultura com um projeto inovador que promete revolucionar o cultivo de milho no Sertão do Nordeste. Uma pesquisa conduzida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu um milho ...
Redação, da Agência NE9
9 de janeiro de 2025 - às 09:46
Atualizado 9 de janeiro de 2025 - às 09:46
3 min de leitura

A ciência avança no campo da agricultura com um projeto inovador que promete revolucionar o cultivo de milho no Sertão do Nordeste. Uma pesquisa conduzida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu um milho geneticamente modificado para resistir a altas temperaturas e longos períodos de seca, desafios cada vez mais presentes devido às mudanças climáticas.

Como é a Ciência por Trás do Milho Roxo

O estudo utiliza a agrobacterium, uma bactéria conhecida por sua capacidade de modificar o DNA das plantas. Através dessa tecnologia, os cientistas conseguiram criar uma versão do milho que tolera até 2°C acima da sua temperatura ideal. E consome apenas 20% da quantidade de água que normalmente precisaria.

Para identificar se a modificação genética foi bem-sucedida, os pesquisadores inserem um marcador que muda a cor dos grãos para roxo durante a fase de testes. Esta característica facilita a visualização do desenvolvimento da planta sob microscópio. No entanto, quando o milho for comercializado, ele voltará à sua coloração amarela tradicional.

Estudo de diferentes plantações de milho no Brasil. Foto: Embrapa
Estudo de diferentes plantações de milho no Brasil. Foto: Embrapa

Benefícios e Expectativas

Os resultados iniciais mostram que as plantas modificadas apresentaram um aumento de 10% na produção. A princípio, essa melhoria é particularmente significativa, considerando o cenário global de aquecimento, com previsões de que a temperatura média do planeta aumentará 1,5°C entre 2030 e 2050, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Com o Brasil sendo o terceiro maior produtor mundial de milho, o impacto desse avanço pode ser imenso, tanto para o mercado interno quanto para a exportação. A expectativa é que a produção alcance 119,8 milhões de toneladas na safra 2024/2025.

Fases do Desenvolvimento

Fase Descrição
Pesquisa e Modificação Uso da agrobacterium para inserir características de resistência ao calor e seca no DNA do milho.
Testes de Laboratório Observação do milho roxo para verificar o sucesso da modificação genética.
Aclimatação Plantas são submetidas a diferentes climas em estufas para testar a resistência.
Plantio em Lavoura Avaliação do desempenho do milho modificado em condições reais de cultivo.

Implicações Futuras

A pesquisa da Embrapa não só oferece uma solução viável para os agricultores do Nordeste, mas também serve como modelo para futuras inovações na agricultura global. Ao mesmo tempo, a capacidade de adaptar cultivos às novas condições climáticas será crucial para garantir a segurança alimentar em um mundo em constante mudança.

Por fim, com a introdução do milho resistente ao calor, o futuro da agricultura no Sertão nordestino parece mais promissor. Dessa forma, oferece esperança para milhares de agricultores que dependem desse cultivo para sustentar suas famílias e comunidades.