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CBF inicia no Nordeste protocolo da Fifa contra atos racistas

A Seleção Brasileira enfrenta o Uruguai nesta terça-feira (19), pela 12ª rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo, em uma partida com um significado especial. O jogo acontece na Arena Fonte Nova, em Salvador, ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
19 de novembro de 2024 - às 12:24
Atualizado 19 de novembro de 2024 - às 12:24
2 min de leitura
vini_jr_selecao_copa_america_2024 © Rafael Ribeiro/CBF/Direitos Reservado

A Seleção Brasileira enfrenta o Uruguai nesta terça-feira (19), pela 12ª rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo, em uma partida com um significado especial.

O jogo acontece na Arena Fonte Nova, em Salvador, cidade com a maior população negra fora da África, na véspera do Dia Nacional da Consciência Negra, neste 20 de novembro.

Neste contexto, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reafirma seu compromisso no combate ao racismo. Desse modo, adotando o protocolo da Fifa contra atos racistas durante a partida.

O Protocolo da Fifa

A princípio, o protocolo consiste no gesto simbólico de cruzar os braços em frente ao peito, uma ação iniciada pela Fifa em agosto de 2024, durante a Copa do Mundo Feminina Sub-20 na Colômbia. Além disso, a partir deste mês, a CBF expandirá a prática para todas as competições em território brasileiro.

Contudo, se houver abuso racista durante a partida, o árbitro pode iniciar um procedimento em três etapas:

Etapa Descrição
1. Interrupção O jogo é temporariamente interrompido, com aviso no sistema de som do estádio.
2. Suspensão A partida é suspensa, e os jogadores se retiram do campo até que o controle.
3. Abandono O jogo é definitivamente encerrado caso os atos racistas persistam.

Vinicius Jr e a luta antirracista

Vinicius Jr é o principal nome da Seleção Brasileira e do Real Madrid. Ao mesmo tempo, é uma figura notória mundialmente por sua luta contra o racismo dentro e fora dos gramados. O racismo que Vini Jr. enfrenta já ultrapassou os limites do futebol e chama a atenção do mundo inteiro para este problema.

Várias são as campanhas contra o racismo em todo o Brasil.

Por conta disso, é essencial que ações como esta da Fifa ganhe cada vez mais destaque. Só com a luta antirracista será possível sonhar em um mundo sem preconceitos.

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Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.