A capital baiana acaba de ganhar um novo espaço dedicado ao empreendedorismo afro e indígena. A loja Afrocolab, instalada no Shopping Paralela, em Salvador, reúne 51 marcas de empreendedores negros e indígenas de diversas regiões do estado, como Cachoeira, Santo Amaro, Ituberá e Alagoinhas.
O projeto foi viabilizado por meio de um edital de chamamento público do Governo da Bahia, através da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), e conta com parcerias com diversos shoppings do estado. A iniciativa busca dar visibilidade e novas oportunidades a pequenos empreendedores que enfrentam desafios para acessar espaços comerciais de grande circulação.
Moda, arte e cultura em um só lugar

Na Afrocolab, os visitantes encontram uma grande variedade de produtos, incluindo obras de arte, bordados, roupas femininas e masculinas, bolsas, acessórios e perfumes, todos produzidos majoritariamente por mulheres negras e indígenas.
A expansão da loja não para por aí! Até o final do ano, a marca também lançará um e-commerce para facilitar o acesso aos produtos e ampliar o alcance dos empreendedores. Para Ana Cristina Neves, que há 12 anos comanda a marca Candaces, especializada em estamparia afro, a iniciativa trouxe um impacto significativo para os negócios:
“É muito difícil para um microempreendedor bancar um espaço dentro de um shopping. Participar desse projeto foi um divisor de águas para minha marca, aumentando as vendas e a visibilidade.”
Atualmente, a Candaces já comercializa suas peças em Salvador e São Paulo, ampliando sua presença no mercado nacional.
Nova fase: Escola Virtual do Empreendedorismo Negro
Assim, a abertura da unidade no Shopping Paralela marca uma nova fase do projeto, trazendo também o lançamento da Escola Virtual do Empreendedorismo Negro. A plataforma oferece cursos gratuitos e 100% online, voltados ao aprimoramento de negócios liderados por empreendedores negros e indígenas.
“A capacitação é essencial para fortalecer esses pequenos negócios e garantir mais autonomia aos empreendedores”, destacou Ângela Guimarães, secretária de Promoção da Igualdade Racial.
Espaço cultural e colaborativo

Mais do que uma loja, a Afrocolab também já funcionou como espaço de coworking para trancistas e maquiadores, além de receber eventos culturais, como lançamentos de livros e apresentações de novos autores da literatura baiana.
A novidade tem atraído visitantes de diferentes estados, como Viviane Rodrigues, de Pelotas (RS), que fez questão de conhecer o espaço:
“Soube pela TV e me interessei imediatamente, porque valorizo o empreendedorismo negro e a riqueza cultural desses produtos.”
Dessa forma, o Afrocolab funcionará no Shopping Paralela por seis meses, oferecendo uma experiência única para quem deseja consumir com propósito e apoiar negócios afro-indígenas.
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