O Brasil segue protagonista no surfe mundial. Na etapa CT WSL de Margaret River Pro, realizada em Margaret River, três brasileiros avançaram às semifinais e colocaram o país como maioria na reta decisiva da competição.
Depois de dias de espera por melhores condições do mar e as ondas, as quartas de final foram disputadas em cenário desafiador — o famoso “mar de loteria”, onde leitura de onda e estratégia fazem toda a diferença. Ainda assim, os atletas brasileiros mostraram força e consistência.
Domínio brasileiro nas quartas de final
Ao mesmo tempo, dos quatro brasileiros nas quartas, três garantiram vaga nas semifinais:
- Samuel Pupo avançou com autoridade
- Gabriel Medina confirmou o favoritismo
- Italo Ferreira venceu em condições difíceis
- Yago Dora acabou eliminado por detalhes

Resultados das quartas de final
| Bateria | Confronto |
|---|---|
| 1 | Samuel Pupo 14,00 x 13,06 Joe Vaughan |
| 2 | Gabriel Medina 15,87 x 11,83 Crosby Colapinto |
| 3 | Yago Dora 13,00 x 13,07 George Pittar |
| 4 | Italo Ferreira 12,00 x 8,33 Ethan Ewing |

O destaque negativo ficou para Yago Dora, que perdeu por apenas 0,07 ponto após uma escolha equivocada de onda nos minutos finais — detalhe decisivo em condições tão instáveis.
Semifinais com forte presença brasileira
Assim, com três representantes entre os quatro semifinalistas, o Brasil entra forte na briga pelo título. A expectativa é de mais uma final verde e amarela no circuito.
Além disso, no feminino, a brasileira Luana Silva também avançou e disputa vaga na final contra a australiana Caitlin Simmers.
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Decisão pode acontecer hoje
Antes de mais nada, a organização da World Surf League marcou nova chamada para este sábado à noite (horário de Brasília). Como o dia 26 marca o fim da janela da etapa, a tendência é que a competição seja concluída ainda hoje, dependendo das condições do mar.
Para os torcedores nordestinos de Italo Ferreira, ontem o potiguar de Baía Formosa, aproveitou o que deu. Italo pegou um dos piores momentos o mar, com ondas muito inconsitentes e consegiu com sua atitute elétrica, achar as melhores ondas e avançar.
Brasil em alta no circuito mundial
O desempenho reforça o momento dominante do Brasil no surfe internacional. Afinal, com nomes consolidados e uma nova geração competitiva, o país segue como potência na elite da WSL.
Portanto, se as condições ajudarem, o cenário está montado para mais um título brasileiro — e, possivelmente, mais um capítulo histórico no surfe mundial.


