A primeira etapa do Championship Tour da World Surf League, o tradicional Rip Curl Pro Bells Beach, segue em compasso de espera na Austrália.
A princípio, disputada em Bells Beach, a competição já realizou o Round 1 masculino e os Rounds 1 e 2 do feminino, mas está paralisada há três dias por falta de boas condições no mar. Assim, a direção de prova estuda a possibilidade de Winkpop como pico para o desdobramento da etapa.
A organização aguarda uma melhora nas ondas para retomar a disputa e concluir o Round 2 masculino, etapa decisiva para definir quem avança direto e quem segue vivo na chave.
Ondas irregulares travam a competição
Conhecida mundialmente pela consistência, Bells Beach vive um cenário atípico em 2026. Após boas ondulações antes do início do evento, o mar passou a apresentar forte irregularidade, dificultando a continuidade das baterias.
Segundo previsões meteorológicas, a tendência é de instabilidade até o fim da janela, prevista para o dia 11, o que aumenta a pressão sobre a organização para encaixar as disputas restantes.
Brasileiros entram em cena

Entre os destaques brasileiros que ainda vão estrear no masculino estão:
- Ítalo Ferreira
- Gabriel Medina
- Yago Dora
- Filipe Toledo
- Samuel Pupo
Ítalo, campeão mundial e olímpico, terá pela frente o havaiano Eli Hanneman no Round 2. Caso avance, pode encarar o vencedor da bateria entre o italiano Leonardo Fioravanti e o francês Kauli Vaast, atual campeão olímpico. Samuel Pupo está na última bateria da fase.
Feminino já avançou
No feminino, a competição está mais adiantada. A brasileira Luana Silva já garantiu vaga nas oitavas de final e terá pela frente a australiana Tyler Wright, uma das principais nomes da elite mundial.
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Corrida contra o tempo
Com a janela do evento se aproximando do fim, a organização da WSL enfrenta uma corrida contra o tempo para concluir a etapa. A definição depende diretamente da chegada de uma nova ondulação consistente nos próximos dias.
Mesmo com as dificuldades, a etapa de Bells Beach segue como uma das mais tradicionais do circuito e promete fortes emoções assim que o mar reagir. Para o Brasil, a expectativa é alta, com nomes de peso ainda por estrear e chances reais de protagonismo na competição.
Agora, resta aos atletas e fãs aguardar o chamado da próxima bateria — e, principalmente, a volta das boas ondas na Austrália.


