O Brasil fez pódio na 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, disputada no último dia do ano em São Paulo, com a presença de milhares de atletas e a tradicional emoção nas ruas da capital paulista.
Assim, entre os destaques nacionais, o atleta baiano Fábio Jesus Correia conquistou a terceira colocação na elite masculina, tornando-se o melhor brasileiro na prova deste ano.
Natural de Monte Santo (BA) e apelidado de “Guerreiro do Sertão”, Fábio Jesus superou adversários de alto nível — em especial corredores africanos que dominam a prova — e completou a São Silvestre em 45min06s. O resultado garantiu o bronze e colocou o Brasil novamente no topo entre os melhores tempos da elite masculina.

Vitória internacional e pódio masculino
A tradicional corrida de rua, realizada nas ruas de São Paulo com largada e chegada na Avenida Paulista, foi decidida nos metros finais da disputa masculina. O etíope Muse Gizachew venceu a prova com o tempo de 44min28s, seguido pelo queniano Jonathan Kipkoech, que cruzou a linha de chegada em 44min32s. Fábio Jesus completou o pódio, com 45min06s, conhecido por sua arrancada forte no trecho final da prova.
Pódio masculino da 100ª São Silvestre
- Muse Gizachew (Etiópia) – 44min28s
- Jonathan Kipkoech (Quênia) – 44min32s
- Fábio Jesus Correia (Brasil) – 45min06s
(tempos oficiais conforme resultados da corrida)
Destaque para o atletismo brasileiro
A princípio, a São Silvestre é uma das mais tradicionais do calendário esportivo brasileiro e internacional, reunindo mais de 55 mil participantes em um percurso que passa por pontos icônicos de São Paulo. Desse modo, a terceira colocação de Fábio representa um resultado significativo para o Brasil, que enfrenta forte competição dos corredores africanos nos últimos anos.
Durante a prova, Fábio destacou a dedicação necessária para alcançar um lugar entre os melhores. Desse forma, após a chegada, ele lembrou das dificuldades do atletismo no país e da importância de incentivo e estrutura para treinamentos de alto rendimento.
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Resultado feminino e panorama geral
Na elite feminina, a vitória também ficou com uma atleta internacional: a tanzaniana Sisilia Ginoka Panga levou o título com o tempo de 51min09s, seguida pela queniana Cynthia Chemweno em segundo. A brasileira Núbia de Oliveira garantiu o terceiro lugar no feminino, repetindo o desempenho que já havia alcançado em 2024.
Em suma, a presença de brasileiros no pódio de ambas as categorias reforça o crescimento do atletismo de rua no país. Ao mesmo tempo, aponta para a importância de investimentos contínuos em treino, infraestrutura e apoio técnico para atletas de elite.


