Uma boa notícia para as famílias brasileiras: a licença-paternidade vai ficar mais longa. O presidente Lula sancionou nesta terça-feira, 31 de março, o projeto que aumenta gradualmente o período de afastamento dos pais após o nascimento de um filho.
Atualmente, os pais têm direito a apenas cinco dias de licença. Com a nova lei, esse período vai chegar a até 20 dias nos próximos anos. A mudança não acontece de uma vez só, mas de forma escalonada, para que empresas e o sistema público possam se ajustar.
Como fica a ampliação da licena-paternidade?
O aumento será feito em etapas, conforme o calendário abaixo:
| Ano | Duração da Licença-Paternidade |
|---|---|
| Até 2026 | 5 dias (regra atual) |
| 2027 | 10 dias |
| 2028 | 15 dias |
| A partir de 2029 | 20 dias |
Além disso, a nova lei cria o salário-paternidade, um benefício pago pela Previdência Social durante o período de afastamento. Antes, não existia uma regulamentação específica sobre o pagamento, o que gerava insegurança para os trabalhadores.
Um direito que demorou quase 40 anos
Você sabia que a licença-paternidade está prevista na Constituição desde 1988? Pois é. No entanto, durante todo esse tempo, ela nunca teve regulamentação por uma lei específica. O que valia era uma regra provisória que garantia apenas o mínimo de cinco dias.
Com a sanção desta terça-feira, o direito finalmente ganha contornos claros, com prazos definidos e a garantia de que o pai poderá se dedicar aos primeiros cuidados do bebê sem medo de perder o emprego ou o salário.
O que mais muda?
A nova lei traz outras garantias importantes para os trabalhadores:
- Estabilidade provisória: após o fim da licença, o pai não poderá ser demitido sem justa causa por um determinado período. Isso dá mais segurança para a família nesse momento tão especial.
- Caso de falecimento da mãe: se a mãe do bebê morrer, o pai poderá ter direito a até 120 dias de licença, seguindo as mesmas regras da licença-maternidade. Essa medida garante que a criança continue recebendo os cuidados necessários em um momento de grande vulnerabilidade.
Por que a ampliação não foi maior?
O projeto que deu origem à nova lei chegou a prever um aumento ainda maior, de até 60 dias de licença. No entanto, após debates sobre o impacto financeiro para os cofres públicos e para as empresas, o texto foi ajustado para o modelo escalonado que conhecemos hoje.
O custo estimado da medida até 2030 é de cerca de R$ 5,4 bilhões, considerando os pagamentos de salário-paternidade e os ajustes nas regras trabalhistas.
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Por que isso é importante?
Ampliar a licença-paternidade não é apenas uma questão de direito do trabalhador. É também uma forma de promover mais igualdade dentro das famílias. Quando os pais podem passar mais tempo com os filhos nos primeiros meses de vida, eles participam de forma mais ativa dos cuidados com o bebê. Isso alivia a sobrecarga sobre as mulheres e fortalece os vínculos familiares.
Além disso, estudos mostram que a presença do pai nos primeiros meses de vida contribui para o desenvolvimento saudável da criança e para uma divisão mais equilibrada das tarefas domésticas ao longo dos anos.
A partir de agora, as famílias brasileiras podem comemorar: o direito de estar junto nos primeiros momentos da vida acaba de ficar mais justo e mais humano.



