O arquiteto e urbanista Zé Vagner conquistou um dos maiores reconhecimentos da arquitetura global ao vencer o ArchDaily Building of the Year Awards 2026 — considerado o “Oscar da arquitetura” — com o projeto “Casa de Mainha”, realizado no município de Feira Nova, no agreste de Pernambuco.
O prêmio — promovido pelo portal internacional ArchDaily, uma das plataformas mais influentes do setor — selecionou o projeto como um dos melhores entre diversas construções residenciais de destaque no cenário mundial. Zé Vagner foi o único brasileiro premiado na categoria de residências, competindo com trabalhos de diferentes países.

Um projeto com significado cultural e humano
A “Casa de Mainha” começou como uma reforma afetiva: a residência onde a mãe do arquiteto viveu, originalmente construída na década de 1980 pelos próprios familiares com participação ativa de toda a comunidade local, foi repensada por Zé Vagner a partir das necessidades reais de uso e do respeito às tradições regionais.
O projeto utilizou materiais da região e mão de obra local, valorizando o saber popular e a arquitetura vernacular de Pernambuco. A obra não só preservou características originais importantes, como também as reinterpretou em um discurso contemporâneo de design acessível e sensível ao contexto social e cultural.
Antes de conquistar o ArchDaily, a “Casa de Mainha” já havia sido reconhecida pelo Instituto de Arquitetos do Brasil em Pernambuco, na categoria Edificações, reforçando sua relevância técnica e estética.
Uma premiação internacional
O ArchDaily Building of the Year Awards é um dos prêmios de arquitetura mais democráticos e prestigiados do mundo. Os vencedores são escolhidos por meio de votação pública online e avaliação de um júri internacional especializado. Ganhar esse reconhecimento significa posicionar não apenas o arquiteto, mas também a arquitetura brasileira no centro das discussões globais sobre inovação, sustentabilidade e design com impacto social.
Por que a “Casa de Mainha” chama atenção
- Projeto afetivo e pessoal, ligado à memória familiar.
- Valorização de materiais e mão de obra locais, reforçando identidade cultural.
- Reconhecimento internacional em competição global relevante.
- Exemplo de arquitetura acessível e sustentável, respeitando tradições e contexto regional.
Essa conquista evidencia a força da arquitetura brasileira — especialmente de regiões fora dos grandes centros urbanos — e sua capacidade de dialogar com tendências globais de design, cultura e inovação.


